Entrada Informação e Propaganda Acções / Lutas / Greves AOS TRABALHADORES DO METROPOLITANO DE LISBOA

AOS TRABALHADORES DO METROPOLITANO DE LISBOA

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF

metro.26.11.2015

A PROPÓSITO DE LUTAS….O MOMENTO…

Vivemos hoje um momento em que se verifica uma larga convergência de vontades para, a partir da Assembleia da República e do Governo, se reverter o processo de “fusão” das quatro empresas: Metro, Carris, Transtejo e Soflusa, e anular o famigerado processo de subconcessão, leia-se privatização do Metro e da Carris.

Como se recordam foi um longo percurso de mais de 5 anos de lutas intensas e desgastantes. Alguns desistiram a meio, outros apareceram agora, no final, para cortar a fita da meta. Mas nós, que estivemos desde a primeira hora ao lado dos trabalhadores, em todos os momentos mesmos os mais dramáticos, falando verdade mesmo quando essa verdade era impopular, apelando à resistência ativa mesmo quando eramos fortemente atacados, nós, podemos dizer bem alto e com orgulho: NÃO NOS VENCERAM!

Agora, é o tempo de uma Associação Sindical, de classe, responsável como é a nossa, que sempre esteve com os trabalhadores e dirigiu a sua luta, consciente do seu dever, de tudo ter feito e continuar a fazer para defender os seus associados, os postos de trabalho, os direitos dos trabalhadores, a nossa Empresa e o serviço público e social que presta, assumir alguns daqueles deverão ser os eixos fundamentais para um novo ciclo político:

- Assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com os trabalhadores e reformados do Metropolitano de Lisboa: reversão da “fusão”; anulação da subconcessão; devolução dos complementos de reforma e o respeito pelos direitos que os sucessivos Orçamentos de Estado e o DL 133/13 colocaram em causa;

- Assegurar a defesa dos direitos consagrados nos nossos Acordos de Empresa I e II e a disponibilidade para garantir a sua manutenção futura; exigência da reposição de todos os roubos nos salários, o descongelamento da avaliação e progressão nas carreiras, das anuidades, a obrigatoriedade do direito à formação, o retomar da acção social nomeadamente através reposição dos refeitórios e das refeições a preços do AE, a gratuitidade nos transportes para familiares e reformados;

-Assegurar o reforço dos quadros de pessoal: dos Maquinistas para garantir uma maior cadência de comboios; dos Operadores Comerciais e Agentes de Tráfego para garantir a possibilidade de progressão na carreira e sobretudo para guarnecer todas as estações com trabalhadores do ML, dotados de reais capacidades para apoiar os utentes em todas as suas necessidades; nas Áreas Oficinais para garantir que terminam as externalizações dos nossos serviços de manutenção e que o material circulante e as instalações da Empresa, se mantenham em perfeitas condições operacionais de segurança e conforto para os utentes e trabalhadores; dos Quadros Técnicos e Administrativos que garantam a reposição de todas as valências técnicas perdidas nestes 4 anos. Um reforço do efetivo que garanta um crescimento sustentável da nossa Empresa, um melhor serviço ao utente e melhores condições de trabalho;

- Assegurar o respeito por quem trabalha, melhorando as condições de trabalho, dignificando as diversas funções e categorias profissionais, acabando com as perseguições e o terrorismo laboral;

- Inverter o rumo no que diz respeito à política de transportes públicos e à política de gestão das empresas públicas, por exemplo, terminando com o espartilho dos contratos anuais, possibilitando a celebração de contratos plurianuais, promovendo os ganhos de escala que a medida proporciona e reavaliando o atual tarifário, alterando-o de modo a trazer para o modo de transporte público muitos utentes que a atual política tarifária afastou.

Nestes novos tempos que vivemos, continua a ser essencial a capacidade de promover a ação convergente do conjunto dos trabalhadores da empresa e das suas Organizações Representativas. O STRUP continuará empenhado nessa convergência.

Nestes novos tempos, não há espaço para a atual Administração, que se pautou por um comportamento arrogante, de enfrentamento sistemático com os trabalhadores e demasiadas vezes à margem da lei. A sua demissão é uma necessidade urgente para a normalização da vida na Empresa.

Para discutir estas matérias, bem como a resolução dos processos de luta em curso, proporemos ao conjunto das ORT's subscritoras do AE I e do AE II, bem como à CT, a apresentação conjunta de um pedido de reunião urgente ao Ministro da tutela.

Todos sabemos que para conseguir os objectivos a que nos propomos, a unidade dos trabalhadores e a sua disponibilidade para todos os tipos de luta é indissociável do êxito que queremos alcançar.

Neste sentido apelamos a que todos os trabalhadores disponíveis se juntem a nós no dia 27 na A.R. a partir das 9h30, para apoiar a maioria parlamentar na rejeição dos planos de subconcessão e fusão da nossa empresa.

Nos tempos de exigência que se aproximam o STRUP e a sua Central de Classe, a CGTP-IN, reafirmam que “COM MAIS UNIÃO E COM CONFIANÇA NA LUTA, TERÁ MAIS FORÇA QUEM TRABALHA”.     

SINDICALIZA-TE NO STRUP!

Lisboa, 26 Novembro 2015                                                  A Direcção

scroll back to top
Actualizado em Quinta, 26 Novembro 2015 10:52  
Faixa publicitária
Faixa publicitária

Autenticação


Faixa publicitária

.:: ALTERAÇÃO MORADA SEDE ::.

Av. Álvares Cabral, nº 21, 1250-015 lisboa

..:: Protocolos STRUP ::..