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AOS TRABALHADORES MOTORISTAS DO SECTOR DE MERCADORIAS

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plenariomercadorias.07.07.2018

NÓS APRESENTAMOS OS RESULTADOS

OS TRABALHADORES DECIDEM

É com estes princípios, colectivos e democráticos que entendemos que o trabalho de uma direcção sindical deve ser realizado.

Durante dois anos, a FECTRANS foi a única organização sindical que interruptamente assumiu a negociação da revisão global de um Contrato Colectivo de Trabalho (CCTV) que não era revisto desde 1999.

Essa negociação chegou agora ao fim e pela primeira vez desde 1999 foi possível iniciar, negociar e concluir um processo de negociação. Significa isto, que do trabalho realizado entre a FECTRANS e a ANTRAM, obteve-se um resultado.

É esse resultado que neste momento está a ser objecto de analise pelos trabalhadores do sector, por todos os trabalhadores que queiram e possam participar porque os nossos plenários são abertos a todos os trabalhadores.

E, como a FECTRANS é obreira deste resultado, tem naturalmente uma opinião em relação ao mesmo e melhor do que ninguém conhece os seus aspectos positivos e os seus aspectos negativos. Convém não esquecer que estamos a falar de um Contrato Colectivo de Trabalho que não regula apenas os valores mínimos salariais mas regula muitos direitos que no seu conjunto são determinantes para as condições gerais de vida e de trabalho dos trabalhadores deste sector de actividade.

O elemento mais negativo é de facto a fraca evolução na tabela salarial ou seja o salário mínimo mais baixo para um motorista de pesados será de 642,60 €, com a garantia de que a partir do dia 1 de julho todos ganharão mais 2% de complemento se e seu salário actual for superior aquele valor. No entanto, importa salientar que todos os complementos salariais entre 1% e 10%, ficam definitivamente garantidos no futuro.

Para os próximos 3 anos de vigência do CCTV e em cada 1 desses 3 anos está garantido um aumento mínimo igual à inflação verificada no ano anterior mais 50% da productividade nacional verificada.

No entanto reconhecemos que tudo isto, sendo melhor que o actual CCTV, necessita ser melhorado de forma a dignificar a profissão.

Vejamos alguns dos aspectos positivos: Não obstante a proposta inicial da ANTRAM, anular quase por completo todos os direitos dos trabalhadores, a FECTRANS manteve no essencial o actual CCTV e inclusivamente conseguiu introduzir algumas melhorias sociais como por exemplo o complemento de baixa e a garantia de toda a retribuição do trabalhador em caso de acidente de trabalho.

Mas a mudança mais importante e mais significativa para o presente e para o futuro dos trabalhadores e que para nós representa o aspecto fundamental como resultado positivo desta negociação é a forma como os salários passam a ser pagos aos trabalhadores. Acabou-se o pagamento ao quilómetro ou dinheiro por fora como ajudas de custo. Os trabalhadores passam a receber como salário tudo o que for contrapartida do trabalho (TABELA SALARIAL+DIUTURNIDADES+COMPLEMENTOS+CLAUSULA 74+PRÉMIO TIR+ADR) de forma regular e tudo o que for pago, como contrapartida do trabalho de forma irregular, como por exemplo, trabalho em dia feriado, ou dia de descanso.

Os trabalhadores, hoje dia 7 de julho de 2018, reunidos em Oliveira de Azeméis, conforme calendário de plenários por nós tornado publico, analisaram, debateram, colocaram dúvidas mas aprovaram que a FECTRANS fizesse acordo com a ANTRAM.

Vamos aguardar pela opinião dos trabalhadores nos plenários que se seguem a quem desde já endereçamos, a solicitação de que façam um esforço para estarem presentes.

Para que não se alimentem confusões nem se tente vender ilusões queremos aqui deixar um esclarecimento a todas as organizações e grupos organizados que representam trabalhadores neste sector de actividade e por seu intermédio os seus associados e trabalhadores em geral:

  1. Não comentámos nem fizemos juízo de valor das suas propostas nem nunca solicitámos a nenhuma organização que abandonasse a suas propostas.
  2. Acontece porém que a nossa proposta foi entregue em 2016, enquanto as suas propostas foram entregues em 2018 e nem tão-pouco iniciaram qualquer processo de negociação.
  3. Acresce ainda que nenhuma destas organizações tem Contrato Colectivo de Trabalho. Significaria isto que para acertarmos o passo, não só teríamos de deitar fora dois anos de trabalho como ficar à espera provavelmente mais dois anos para que estas organizações ficassem em pé de igualdade.
  4. Para além do referido os representantes da ANTRAM foram claríssimos ao transmitirem a estas organizações que as suas propostas eram parciais porque só continham matéria salarial e a resposta da ANTRAM seria sempre uma resposta global, nos exatos termos da posição que já tinham assumido com a FECTRANS, porque não iria ter uma posição diferente fosse com quem fosse.
  5. Como é fácil de entender existem caminhos menos dolorosos e longos. Um deles é a possibilidade de essas organizações subscreverem este acordo e ficam desde já com um CCTV.
  6. O outro é aceitarem o nosso desafio. A proposta para a próxima revisão é entregue daqui a 10 meses, estamos inteiramente disponíveis para elaborar uma proposta conjunta e negociar com a ANTRAM numa mesa de negociações conjunta.

Finalmente e porque alguma confusão foi criada a partir de uma greve anunciada por um sindicato filiado na FECTRANS: Apenas referir que independentemente da filiação dos sindicatos em Federações, Uniões ou Confederações, cada um tem estatutos próprios órgãos próprios e como tal, autonomia para decidir o que melhor entender.

Mesmo quando a coerência é muito questionável…

Aqui fica um link para que possam ler um comunicado desse sindicato sobre este processo.

https://www.facebook.com/ffernalgo/posts/1778632932175009

Camaradas e amigos tirem vocês as vossas elações

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Actualizado em Domingo, 08 Julho 2018 00:12  
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