ORT´S DA TST

AOS TRABALHADORES

Realizou-se, dia 03 de junho uma reunião via Skipe a pedido da TST, para anunciar que vai proceder a mais uma prorrogação do Lay-Off, desde o dia 8 de junho a dia 30 de junho.

A empresa continua a colocar trabalhadores neste regime, embora, como todos nós podemos verificar, a oferta não se adequa às necessidades reais, colocando imensos entraves na efetividade dos serviços.

Sabemos que a gestão da empresa cabe á TST, mas continuamos a afirmar que os trabalhadores continuam a ser as principais “vítimas” desta pandemia, com redução substancial dos seus rendimentos. O setor dos transportes de passageiros não está à altura das exigências, seja no cumprimento das exigências da DGS seja as do Governo, nomeadamente em termos de lotação máxima (em certas partes do dia) como, na regularidade e oferta prestada aos utentes.

Todas estas medidas alimentam o descontentamento dos utentes e originam, respetivamente, alguma conflitualidade a quem todos os dias presta o seu serviço, “sendo a cara da empresa” para com os passageiros.

Não cabe ás Ort´s signatárias fazer o balanço de quem ou a quem interessa este desacreditar no transporte coletivo de passageiros, mas seja quem for, a AML, as autarquias, ou as empresas, estão a obrigar a que os passageiros comecem a arranjar alternativas mais  fiáveis para se transportarem, quer seja através da migração para outros operadores ou, para o transporte individual.

Sabemos que o serviço da TST não se restringe só ao serviço urbano e suburbano, mas em relação a este, na nossa opinião a oferta deveria ser reposta na sua totalidade, cumprindo o serviço contratualizado e exigido pelos que pagam o seu título de transporte.

Onde está a AML nesta altura? Por que razão não fomenta, uma real política de defesa do transporte publico, para a qual foi criada? Porque não suporta os custos com a reposição normal do serviço a prestar, contribuindo assim para que a quota imposta pela DSG na utilização do transporte coletivo de passageiros possa ser cumprida com a segurança exigida?

São perguntas que ficam no ar, mas que certamente seria o tempo correto, para a referida autoridade responsável viesse a responder, sem desculpabilizar os respetivos 18 municípios que a compõem, e mesmo o próprio Governo, que legisla e deve fiscalizar o seu cumprimento.

Esperamos sinceramente que seja esta a última prorrogação, com data de 8 de junho até de 30 de junho, do regime de Lay-off, e não verifiquemos num futuro breve, um prolongar de novas medidas, que “encaminhem” os trabalhadores com dificuldades financeiras para um abismo.

DEFENDER A GARANTIA DO PLENO TRANSPORTE PUBLICO

DEFENDER OS DIREITOS INTEGRAIS DOS TRABALHADORES

As Ort´s 5 maio de 2020

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