O STRUP NÃO CONCORDA COM A MANUTENÇÃO DO LAY-OFF

Reunimos no passado dia 31, em Évora, com a administração da Rodoviária do Alentejo, cujo objectivo foi o de tentar compreender que fundamentação a empresa apresentava para manter o anunciado lay-off.

Considerando que, mesmo durante  o confinamento geral, o transporte colectivo de passageiros, foi uma das actividades que obrigatoriamente manteve, pelo menos parte dos seus trabalhadores em laboração, de forma a garantir a mobilidade de todos aqueles que por diversos motivos não podiam estar em casa;

Por maior força de razão, se justifica que no período da quase total retoma das actividades económicas e, face às garantias mínimas de segurança dos utentes dos transportes colectivos, as empresas de passageiros tivessem toda a frota disponível ao serviço das populações;

Tal não acontecendo, não só é colocado em causa o direito ao transporte dessas populações, como não é possível garantir, na pouca oferta existente, todos os requisitos de segurança necessários, mesmo tratando-se de uma empresa, cuja percentagem de transporte interurbano é significativo;

Por outro lado, os trabalhadores destas empresas e particularmente, os trabalhadores da Rodoviária do Alentejo, veem a sua capacidade de ganho reduzida em um terço, o que representa em termos médios, nesta empresa, um valor estimado entre os 300,00 e 400,00 €. A manutenção desta situação é insustentável.

A ADMINISTRAÇÃO DA EMPRESA ESTÁ DE ACORDO.

De uma forma geral, todas as administrações, incluindo a própria Associação Patronal (ANTROP), têm estado de acordo com os argumentos apresentado pelo STRUP, a Rodoviária do Alentejo confirmou a regra.

Diz o representante da administração que por sua vontade, a empresa estaria a laborar normalmente, não fora as medidas desajustadas da administração central  (Governo), que ignora as especificidades geográficas das empresas situadas fora do âmbito das grandes zonas urbanas, por um lado, e por outro, as autoridades locais de transportes que determinam os contingentes necessários à actividade na sua área geográfica.

Ainda assim, a administração da empresa referiu que, se nada de imprevisto vier a ocorrer, pensa retomar a normalidade do funcionamento da empresa no mês de Setembro o que significa que o regime de lay off poderá terminar no final do mês de Agosto.

Para conhecimento geral, actualmente, dos 392 trabalhadores da empresa, (294 motoristas). 240 trabalhadores estão em lay-off dos quais 147 são motoristas, (83 motoristas têm o contrato suspenso e 64 estão em lay-off parcial).

 

O STRUP, continuará a contestar e a reclamar o fim do lay-off no sector dos transportes.

03.Agosto. 2020

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