AOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS DA RODOVIÁRIA DO ALENTEJO

PONTO DE SITUAÇÃO

O STRUP, acaba de realizar uma ronda de plenários com os trabalhadores das empresas da Rodoviária do Alentejo (4 empresas).

Para além das informações prestadas pelos dirigentes sindicais importa sublinhar as seguintes:

- O acordo efectuado entre a Fectrans/Strup e a ANTROP, só é aplicável aos sócios do Strup admitidos para a empresa ou para as empresas ao abrigo da regulamentação Colectiva de Trabalho denominada CCTV-SECTOR PRIVADO DE PASSAGEIROS

- Os trabalhadores não associados do Strup mas admitidos ao abrigo do mesmo CCTV, terão de se associar no Strup ou em alternativa assinar uma declaração em como estão de acordo em que a matéria agora revista e acordada pela Fectrans/Strup lhes seja igualmente aplicada.

- Aos trabalhadores, cujo conjunto de direitos transitaram do ex- Acordo de Empresa da Rodoviária do Alentejo, vai ser aplicado um acto de gestão de 1,5 % (passam de 720,00 euros para 730,00 euros) com efeitos a 1 de junho.

- Os trabalhadores do ex-AE mantêm o direito ao subsídio de Agente único nos termos em que já o venciam, ou seja, recebem à parte, 8 horas diária a 25% durante os 22 dias de cada mês e nos 14 meses do ano assim como o conjunto de direitos adquiridos no âmbito da referido AE.

- Os trabalhadores do ex-AE, não estão impedidos, mas também não estão obrigados a mudar para o CCTV, trata-se de uma opção que terão de tomar individualmente, sendo certo que o conjunto de direitos do ex-AE é globalmente mais favorável que o conjunto de direitos do CCTV

A PROPOSTA DO SINDICATO

Na reunião realizada com o administrador das empresas, foi-lhe transmitido que o STRUP e a ANTROP, têm todo o interesse em uniformizar as condições de trabalho de todos os trabalhadores que sejam oriundos do ex-AE e, fizemos entrega de um acordo que concretizou este objectivo no âmbito da Rodoviária de Lisboa, recentemente negociado.

O Dr. Pedro Deus ficou de analisar a nossa proposta e responder à mesma. Nestes termos, não faz qualquer sentido, assediar os trabalhadores do ex-AE para que assinem uma declaração de transição para o CCTV.

Não podemos concordar com estes métodos eivados de má-fé acompanhados de formas pouco éticas que têm por objetivo iludir os trabalhadores através de hipotéticas vantagens inexistentes ou de curta duração não garantida que não deixaremos de denunciar a quem de direito se tal se vier a verificar necessário.

Esperamos que o bom senso impere e que essa uniformização se concretize de forma negociada, directamente com a empresa gestora das 4 empresas ou através da sua associação patronal a ANTROP.

Lisboa, 15 de junho de 2022