AE: PELA NEGOCIAÇÃO CONTRA A MANIPULAÇÃO!

Na 1ª reunião de negociações do AE, o C.A. começou mal ao transmitir que “não existe margem para aumentos salariais em 2021”.Esta posição não pode deixar de merecer a nossa repulsa, dado que o C.A., que agora fala de prejuízos é o mesmo que, em Dezembro passado, anunciava lucros.Foi o C.A que, no dia 18 de Dezembro, divulgou no Jornal Económico, lucros de 5,7 milhões de €, (em 2019);  e 4,5 milhões € (em 2020); perspetivando ainda resultados positivos, de 4,2 milhões de € para este ano.Ao fazê-lo, acrescentou que “a estrutura de resultados que integra as Demonstrações Financeiras previsionais da Carris em 2020 foi elaborada integrando os impactos da pandemia associada ao Covid 19, não sendo de prever, à data, alterações significativas dos valores”.Estes são factos objetivos que provam que o C.A. não pode dizer aos trabalhadores da Carris, o contrário do que divulgou à comunicação social e à opinião pública.Haja decência e respeito por quem trabalha na empresa. Como é possível que os resultados antes apurados, já considerando os impactos do Covid 19, no espaço de um mês tenham passado de positivos a negativos?Um processo de negociação tem de se pautar pela transparência de processos, lisura de comportamentos e boa-fé negocial.

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OS DIREITOS DOS TRABALHADORES NÃO ESTÃO CONFINADOS

Depois da posição pública do STRUP sobre a revisão do AE Carris, o C.A. agendou para o dia 18 de janeiro a primeira reunião de negociação. Um fato que se regista, mas não dispensa a urgência de medidas que melhorem os salários, os horários e os direitos, assim como a recuperação do poder de compra perdido nos últimos anos.
Estas reivindicações são, não só, justas como possíveis de concretizar. Isto porque, apesar da pandemia, a Carris anunciou um lucro de 4,5 milhões de €, em 2020 e perspetiva, para este ano, um resultado positivo de 4,2 milhões de €. São resultados que confirmam que o C.A. deve acabar com a postura negocial de “muita parra e pouca uva”.

Com efeito não basta dizer que os trabalhadores da Carris estão na “linha da frente” para trabalhar. É preciso que não fiquem para trás, quando se trata de valorizar os seus salários e direitos. Não queremos ser privilegiados, mas não aceitamos ser secundarizados pela prestação do serviço público que prestamos à população. Exigimos respeito e consideração. E políticas de gestão que melhorem as condições de trabalho e protejam a saúde, face à situação pandémica em que o País se encontra e ao confinamento, agora anunciado.

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CCTV TEM QUE SER CUMPRIDO

A partir do dia 1 de Janeiro, por força do CCTV - Contrato Colectivo de Trabalho, os trabalhadores do sector rodoviário de mercadorias terão que ter actualizado o valor da tabela salarial base e as diuturnidades, no mínimo, no mesmo valor da taxa de crescimento do SMN – Salário Mínimo Nacional.

Isto tem que ser cumprido, porque com a publicação no BTE – Boletim de Trabalho e Emprego, o CCTV ganhou força de Lei e este é um direito dos trabalhadores.
Nos termos do ponto 5 da cláusula 2a do CCTV e sem prejuízo da negociação que se fizer, as referidas rubricas terão que ser aumentadas em 4,72% e em consequência disso, o valor do complemento salarial, trabalho nocturno e cláusulas 61a, o que faz que, há partida, os motoristas tenham, no mínimo, um crescimento de 53,23€ ( ). sem diuturnidades. No verso exemplos com 3 diuturnidades.

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JOSBRANCO

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Quando um Homem Quiser

Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas'

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