É PRECISO AVANÇAR E OS SALÁRIOS AUMENTAR!

Decorreu na passada 2a feira, mais uma reunião de negociações do AE. Uma reunião que demorou muito e se avançou pouco.
Com efeito o C.A. persiste em “empurrar com a barriga” o processo de negociação. Lesto em evitar a discussão de questões centrais relacionadas com as matérias de expressão pecuniária, o C.A. opta por se refugiar na desculpa de ter de analisar as propostas dos diversos sindicatos.

Neste sentido, e apesar de pequenos ajustes, em matérias como, a atribuição do subsídio de pronto-socorro; o alargamento do horário para a atribuição do subsídio diário aos trabalhadores que não tem transportes; o pagamento em numerário da parte do subsídio de refeição que não é sujeito a impostos, aos trabalhadores interessados; e a justificação e pagamento do aumento de créditos para a dádiva de sangue; ficaram de ser analisados pelo C.A.. Uma análise que se espera que tenha uma resposta positiva.

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Realizou-se no dia 26/01/2021, uma reunião entre o C.A. e as ORT’s da Carris, no âmbito da discussão sobre as medidas de proteção a adoptar perante a epidemia em curso. Neste contexto o C.A. assumiu que:Realizou-se no dia 26/01/2021, uma reunião entre o C.A. e as ORT’s da Carris, no âmbito da discussão sobre as medidas de proteção a adoptar perante a epidemia em curso. Neste contexto o C.A. assumiu que:• Vai realizar testes aos trabalhadores da secretaria da Musgueira e da Central de Comando de Tráfego (MF), assim como a desinfeção das respectivas instalações;• Já informou a DGS do interesse em que os trabalhadores da Carris sejam integrados nos grupos prioritários de vacinação;• Vai analisar a possibilidade de aumento do número de serviços seguidos e também a hipótese de colocação de “sprinters”, nos locais de rendição, de forma a viabilizar a deslocação dos trabalhadores para as Estações;• Irá adquirir máscaras com maior nível de proteção;• Irão ser implementadas escalas de verão e em algumas situações serviços de férias escolares;Regista-se a resposta dada pela empresa. Contudo fica muito aquém de corresponder às inquietações com que os trabalhadores se confrontam no dia-a-dia.Para o STRUP é necessário que o C.A. vá mais longe. Investir na proteção da segurança e saúde no trabalho, é uma prioridade indispensável para assegurar o bem-estar dos trabalhadores e garantir a prestação do serviço público.

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Aos Trabalhadores do Grupo Eva/Barraqueiro COMPROMISSO ASSUMIDO COM OS TRABALHADORES A administração do Gruo Eva/Barraqueiro, assumiu perante os trabalhadores compromissos quando precisava de desmobilizá-los da luta que decorria na altura, e agora dá o dito pelo não dito com a declaração de não cumprir com o acordado! Os trabalhadores da PXM, assim como os demais trabalhadores das empresas do Grupo Eva/Barraqueiro só exigem que se cumpra o compromisso assumido. Não é justo, e muito menos sério, que se procure criar grupos de trabalhadores à margem da negociação com os seus representantes Sindicais eleitos, tendo como claro objetivo o não cumprimento do direito dos trabalhadores à negociação colectiva. Para o STRUP/ FECTRANS, esta estratégia já é bastante conhecida, e ainda devia estar na memória dos representantes do conjunto destas empresas. Não é com a estratégia de dar protagonismo a um pequeno grupo escolhido pela administração que até pode dar a sensação à administração que engana a maioria, mas os trabalhadores já conhecem a habilidade desta administração, e a resposta será certamente a instabilidade e a revolta. Na última grande luta dos trabalhadores, o Sr. Humberto Pedrosa, responsabilizou o então administrador, mas em pouco tempo o seu substituto veio afirmar a mesma linha de gestão!

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SITUAÇÃO PANDEMICA ATINGE TUDO E TODOS

É já, um discurso recorrente de todos os agentes da sociedade, mas que reflete uma realidade incontornável. De facto, esta pandemia atinge todos indiscriminadamente, mas os prejuízos dela resultantes têm uma maior dimensão naqueles que dispõem de menores recursos, como por exemplo, os trabalhadores em geral, e do sector dos transportes em particular, pelos motivos amplamente conhecidos.

Como todos entenderemos, os processos de revisão das condições de trabalho dos trabalhadores, são igualmente afetados porque os recursos disponíveis não são os mesmos que seriam numa situação normal.

No entanto, compete aos sindicatos reclamarem das empresas um esforço suplementar porque só assim será possível minimizar os prejuízos dos mais desfavorecidos nesta situação, os trabalhadores.

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AE: PELA NEGOCIAÇÃO CONTRA A MANIPULAÇÃO!

Na 1ª reunião de negociações do AE, o C.A. começou mal ao transmitir que “não existe margem para aumentos salariais em 2021”.Esta posição não pode deixar de merecer a nossa repulsa, dado que o C.A., que agora fala de prejuízos é o mesmo que, em Dezembro passado, anunciava lucros.Foi o C.A que, no dia 18 de Dezembro, divulgou no Jornal Económico, lucros de 5,7 milhões de €, (em 2019);  e 4,5 milhões € (em 2020); perspetivando ainda resultados positivos, de 4,2 milhões de € para este ano.Ao fazê-lo, acrescentou que “a estrutura de resultados que integra as Demonstrações Financeiras previsionais da Carris em 2020 foi elaborada integrando os impactos da pandemia associada ao Covid 19, não sendo de prever, à data, alterações significativas dos valores”.Estes são factos objetivos que provam que o C.A. não pode dizer aos trabalhadores da Carris, o contrário do que divulgou à comunicação social e à opinião pública.Haja decência e respeito por quem trabalha na empresa. Como é possível que os resultados antes apurados, já considerando os impactos do Covid 19, no espaço de um mês tenham passado de positivos a negativos?Um processo de negociação tem de se pautar pela transparência de processos, lisura de comportamentos e boa-fé negocial.

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