COM OS TRABALHADORES, PELA VALORIZAÇÃO DOS SEUS DIREITOS

A FECTRANS depois de auscultar os trabalhadores, decidiu assinar as alterações ao AE da Carris para 2021. Fê-lo devido à importância da manutenção de todos os direitos e do compromisso da entrada de um novo sistema de folgas, para os trabalhadores do tráfego com folga rotativa, em julho de 2023. Já no que respeita aos salários, o C.A. podia e devia ter ido mais longe. Foi a pressão dos trabalhadores que forçou o C.A a passar de zero para os 15 € de aumento salarial. Será a participação reivindicativa dos trabalhadores que levará a empresa, no futuro, a ter uma outra postura na negociação dos salários. Pela nossa parte não vamos desistir de provar que os trabalhadores da Carris, merecem mais e melhor. Para a FECTRANS a política salarial da empresa necessita de ser revista a curtíssimo prazo. O salário base precisa de ser valorizado e distanciar-se do salário mínimo nacional. Este deve ser um objetivo estratégico da gestão de recursos humanos da empresa, considerando que a melhoria do serviço público é indissociável da valorização e reconhecimento profissional daqueles que o prestam.

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FINALMENTE A EMPRESA ASSUME A REALIZAÇÃO DE TESTES RÁPIDOS!

Em reunião realizada hoje, o C.A. transmitiu que vai realizar os testes antigénio, para despistagem do Covid, aos trabalhadores da Carris, CarrisBus e CarrisTur, de forma periódica e voluntária. Passados assim largos meses, sobre o STRUP ter colocado esta questão como uma necessidade, para a proteção dos trabalhadores e a contenção de focos infeciosos, esta decisão, demonstra que vale a pena acreditar e não desistir de lutar pelos interesses dos trabalhadores. Para trás ficou a “argumentação” do “não vale a pena”, e ”de quem faz o teste agora, pode ser contaminado a seguir”. O plano apresentado pelo C.A., assenta na realização destes testes a todos os trabalhadores. Para o efeito terão que se inscrever, através de mail, que será fornecido pelos recursos humanos. através do qual indicarão qual o dia, hora e Estação, em que pretendem efetuar o teste.

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É POSSIVEL E NECESSÁRIO AVANÇAR MAIS NOS SALÁRIOS!


Na reunião realizada no dia 3 de março, o C.A. admitiu passar de 10 para 15 € o aumento salarial mensal. Uma atualização insuficiente, feita à custa de “trocas e baldrocas” com a retirada de matérias, antes aceites pelo C.A.
Na prática a proposta corresponde a 50 cêntimos diários. Ou seja, metade do aumento do salário mínimo nacional. Pouco, muito pouco para uma administração que diz ter os trabalhadores no “coração” para trabalhar e depois os trata com os “pés” quando chega a altura de os aumentar.
Não reclamamos “este e outro mundo”, mas não aceitamos que a política salarial do C.A. empurre paulatinamente o nosso salário base para o salário mínimo nacional. Uma situação inadmissível, considerando as competências profissionais dos trabalhadores da Carris e o serviço publico que prestam.
A vida já demonstrou que vale a pena reivindicar e acreditar naquilo a que temos direito. A indignação dos trabalhadores obrigou o C.A. a passar de um aumento zero para os 15 €. A reafirmação da nossa insatisfação será determinante para forçar a administração a assumir o aumento significativo dos nossos salários.

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Aos trabalhadores motoristas da TST

Os motoristas da TST, têm vindo a ser confrontados com a obrigatoriedade de utilização do Livrete Individual de Trabalho, para controlo dos tempos de trabalho e de repouso, de uma forma particularmente coerciva por parte das chefias de movimento, dando cumprimento a uma circular interna da administração da empresa.

Tal situação (em principio desprovida de sentido) uma vez que as viaturas da empresa estão equipadas com controlo automatizado, suscitou algumas dúvidas aos trabalhadores e ao sindicato.

Como sempre, antes de nos precipitarmos num juízo final, contactamos a direcção de recursos humanos da empresa a quem solicitamos explicações sobre o que está a ocorrer.

Assim, foi-nos transmitida a seguinte justificação:

  1. Nem todas as viaturas estão equipadas com tacógrafo;
  2. Os motoristas podem fazer serviço de condução, inclusivamente no mesmo dia, com viatura equipada com tacógrafo e com viatura não equipada;
  3. Em resultado desta situação a empresa tem sido alvo de coimas sucessivas cujos valores são extremamente avultados;

A empresa solicita a todos os motoristas que cooperem na utilização dos Livretes de controlo individual porque trata-se de uma situação transitória até à chegada da nova frota, esta sim, completamente equipada com os mecanismos automáticos.

Entretanto disponibiliza a todos os trabalhadores que eventualmente não tenham os respectivos livretes, os mesmos, devidamente autenticados.

Face ao exposto, e tratando-se de uma situação a prazo, o STRUP não observa nenhum inconveniente que os motoristas cooperem nesta solução provisória.

Ainda assim, e porque a situação provocou alguns desentendimentos, no próximo dia 10 de março, estaremos em contacto com os motoristas no sentido de avaliar outras possíveis situações resultantes desta tomada de decisão por parte da empresa.

Laranjeiro, 5 de março de 2021

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“NÃO SOMOS FILHOS DE UM DEUS MENOR”

 

A Carris ao requisitar trabalhadores à CarrisTur deveria respeitar quem trabalha assegurando deveres e direitos iguais. Esta é uma regra básica que tem de estar sempre presente, tanto mais quanto o presidente do C.A. da CarrisTur é administrador da Carris. Algo que, lamentavelmente, não acontece quando os motoristas e guarda-freios da CarrisTur continuam a não ver reconhecida a sua antiguidade após a integração nos quadros de pessoal da empresa mãe. Um “apagão” na antiguidade que prejudica significativamente os rendimentos, já tão depauperados destes trabalhadores. Por outro lado, os trabalhadores administrativos que, numa primeira fase foram colocados em teletrabalho agora, quando por força da lei deveriam continuar a ser abrangidos por este regime, a CarrisTur inventou a figura de “dispensados”, para tentar fugir ao pagamento do subsídio de refeição. Estas são medidas de gestão inadmissíveis que o STRUP não só continuará a denunciar como a combater. O C.A. da CarrisTur pode ter a força do poder, mas os trabalhadores da empresa têm a força da razão. A força que emana da defesa da dignidade de quem, cumprindo com os seus deveres, não abdica de ver os seus direitos respeitados e efetivados.

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