Após a gestão Fernando César, entrou-se num novo modelo, baseado no malabarismo oratório e no ardil, semelhante ao conto do vigário. É desta forma que a actual gestão da empresa tem adulterado o Acordo de Empresa em vigor e, mantendo esta estratégia, tentou nas negociações directas com os sindicatos, continuar a alterar o Acordo de Empresa, em seu proveito próprio, à custa da capacidade de ganho dos trabalhadores.
Os métodos não são inovadores, nem tão pouco revelaram uma inteligência capaz de iludir, desta vez, os trabalhadores. Apenas lamentamos, que os representantes da empresa, tenham descido a um nível de tal forma preocupante e de tão clara má-fé, que tenham obrigado a FECTRANS/STRUP, a solicitar a passagem do processo de revisão do AE à fase de conciliação.


23 DE BRIL DE 2019, CONCILIAÇÃO


No dia 23 de abril de 2019, a FECTRANS/STRUP, apresentar-se-á na Direcção Geral das Relações Colectivas de Trabalho, para demonstrar com meios probatórios a má-fé utilizada pela empresa à mesa das negociações e as tentativas malabaristas e ardilosas que utilizaram junto dos trabalhadores para os iludir e desta forma tentarem alcançar à custa da capacidade de ganho dos trabalhadores os seus objectivos.


O DESCONTENTAMENTO, A UNIDADE E A DETERMINAÇÃO

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O esforço feito pela organização sindical, em plenários sucessivos, demonstrando, o conto do vigário a que estavam a ser submetidos pelos mandatados da empresa, como não poderia deixar de ser, levou à revolta dos trabalhadores, que tal como a sua organização, sentiram-se enganados.
O esclarecimento, que levou ao descontentamento, determinou marcação de uma greve de 24 horas, para o dia 4 de Abril de 2019.

E eis, que o milagre acontece, o que não havia sido possível à mesa de negociações, não obstante as propostas sindicais nesse sentido, tornou-se possível, assim que o pré-aviso de greve chegou ao conhecimento da gerência da empresa.


Apareceu de imediato capacidade financeira para actualizar os salários dos trabalhadores motoristas de 665,00 € para 680,00 €.
Tivessem os representantes da empresa, iniciado o processo de revisão exatamente nestes termos, e provavelmente teria criado condições, para uma negociação séria, responsável e quem sabe, com os resultados de gestão pretendidos.

Uma de duas, ou a gerência escolheu muito mal a estratégia, ou entregou-a a pessoas que, de negociação colectiva muito pouco entendem e, apenas se preocuparam em olhar para a organização sindical com ódio, em vez de a olhar, como parceiro indispensável às negociações de uma convenção colectiva de trabalho.

A FECTRANS/STRUP SUSPENDE A GREVE

Face à evolução ocorrida, relativamente à última reunião de negociações directas, e considerando o aumento salarial verificado, a FECTRANS/STRUP, entende suspender a greve marcada para o dia 4 de abril de 2019.

Esta decisão tem o apoio dos trabalhadores que participaram no plenário realizado na quinta feira passada, dia 28 de abril de 2019, na casa sindical do Algueirão
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A SOLUÇÃO NÃO ABRANGE TODOS OS TRABALHADORES

A posição da empresa é discriminatória, porque não abrange todos os trabalhadores de igual forma. Os trabalhadores da manutenção e os trabalhadores administrativos, estão confrontados com um tratamento claramente desfavorável, ao qual a FECTRANS/STRUP, não se pode alhear.

É nossa intenção, desenvolver trabalho junto destes trabalhadores, no sentido de que seja reposto o equilíbrio de tratamento igual, para o universo de trabalhadores da empresa.

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O FUTURO NÃO APRESENTA CERTEZAS

Como é do conhecimento dos trabalhadores em geral, a SCOTTURB, foi eliminada do concurso para exploração das concessões em Cascais.
Não nos compete fazer futurologia, mas compete-nos alertar os trabalhadores para a eventualidade de a SCOTTURB, poder no futuro, vir efectivamente a perder aquela concessão para outro operador.
Há mais de dois anos a esta parte, que o STRUP, tem procurado junto de todos os organismos oficiais, respostas e garantias para as suas preocupações, no que respeita aos trabalhadores das empresas que percam os concursos, quanto ao seu emprego e quanto aos seus direitos.
Mais de dois anos volvidos, tirando algumas promessas, incluindo as feitas pelo presidente da Camara de Cascais, que assumiu garantir todos os postos de trabalho, mas apenas verbalmente, não foi produzida legislação, que clarifique e salvaguarde o futuro dos trabalhadores.
Significa isto, que o processo dos trabalhadores da SCOTTURB não terminou, e como tal, devem manter-se atentos, porque a qualquer momento, pode ser necessário voltar a unir e lutar.


UNIDOS E SINDICALIZADOS SOMOS MAIS FORTES.

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